18 18UTC agosto 18UTC 2009
O olhar…
Tinha os olhos arrogantes
Aqueles olhos:
Eram intocáveis e
Carregados de uma autoconfiança
Desprovida de total leveza
Munido com sua verdade incontestável
Lutava por um respeito
Que não lhe pertencia
Buscava incessantemente
Por sentimentos que justificassem
O seu brilho
No inquietante mistério que o envolvia
Algo de indelével
E de invisível vestia aquele olhar
Que me incitava a querer descobrir
A criança no homem
E o homem dentro de mim
Intimamente decifrando o meu sexo intangível
O olhar me absorve e
Embevecida
Cedo
Com o seu gosto em minha boca
Beijo o seu olhar e me despeço
Levando a lembrança do seu corpo
No calor de minha pele
Depois da despedida
Você jaz inquieto
Corpo em chamas
- Olhar solitário -
Quer experimentar o amor
Mas tem medo
E a ninguém
Revela esse segredo
Eufrosina


Bailandesa disse,
18 18UTC agosto 18UTC 2009 às 8:51 pm
encontrei tantos textos bonito por aqui. Inspirador o seu blog. Parabéns!
Tália disse,
19 19UTC agosto 19UTC 2009 às 7:53 pm
Belo! Eternas beleza e angústia do amor.
Wilka disse,
20 20UTC agosto 20UTC 2009 às 6:59 pm
Bailandesa,
O blogo é nosso. Seja bem-vinda.
Tália,
Angústias de amor, sempre!