18 18UTC dezembro 18UTC 2009
Nota:
Alguns textos meus foram retirados do blog, mas reaparecerão de outro modo, em outro lugar. Mas as postagens continuam.
Abraços,
Tália←
2 02UTC setembro 02UTC 2009
Discernimento
Se é o que queres, finque teus pés no chão. Eu estarei voando.
↓
Tália
25 25UTC agosto 25UTC 2009
Ascender um degrau de cada vez
E as pernas aprenderão
A terem domínio sobre si
E sobre a caminhada.
Eufrosina
18 18UTC agosto 18UTC 2009
O olhar…
Tinha os olhos arrogantes
Aqueles olhos:
Eram intocáveis e
Carregados de uma autoconfiança
Desprovida de total leveza
Munido com sua verdade incontestável
Lutava por um respeito
Que não lhe pertencia
Buscava incessantemente
Por sentimentos que justificassem
O seu brilho
No inquietante mistério que o envolvia
Algo de indelével
E de invisível vestia aquele olhar
Que me incitava a querer descobrir
A criança no homem
E o homem dentro de mim
Intimamente decifrando o meu sexo intangível
O olhar me absorve e
Embevecida
Cedo
Com o seu gosto em minha boca
Beijo o seu olhar e me despeço
Levando a lembrança do seu corpo
No calor de minha pele
Depois da despedida
Você jaz inquieto
Corpo em chamas
- Olhar solitário -
Quer experimentar o amor
Mas tem medo
E a ninguém
Revela esse segredo
Eufrosina
12 12UTC agosto 12UTC 2009
Santo e Pecador
Muitos pecadores se tornaram santos. Nenhuma beatice tornou alguém santo. Coração não usa máscara.
→ Tália
9 09UTC agosto 09UTC 2009
Hermann Hesse

” [...] ‘Feliz quem voltasse a ser criança!’ O homem simpático mas sentimental, que entoa a canção do menino ditoso, desejaria também voltar à Natureza, à inocência, ao princípio, mas esqueceu que nem mesmo as crianças são felizes, e sim suscetíveis de muitos conflitos, de muitas desarmonias, de todos os sofrimentos.”
Hermann Hesse in O lobo da Estepe
7 07UTC agosto 07UTC 2009
Porque não ousa arrancar de mim
Esse espinho fincado em minha garganta?
Porque não ousa me devolver a voz
E o alívio do ar circulando em meus pulmões?
Porque não ousa enfrentar a sua fraqueza
E salvar o que ainda resta de nós?
Eufrosina
6 06UTC agosto 06UTC 2009
..aqueles
..aqueles dias..em que você não acredita em muita coisa…e o mundo dá voltas tão velozes..que não é fácil segurar o mau estar. Dias assim, em que a vontade é ficar na cama e deixar o coração adormecer, sem párar.. simplesmente adormecer para não sentir o peso. Esses dias…dias por dentro..aqueles dias..de ser… só.
(Aglaia)
7 07UTC julho 07UTC 2009
Já não tratava mais de suas feridas.
Perguntava-se para quê?
Ferida boa é ferida aberta.
Carne pulsando em vermelho (in) tenso.
Ferida não cicatrizada.
Incontida.
Despida de anti-inflamatórios e analgésicos.
Livre de asseios
Não tomaria remédios
Aquilo em constante metástase
Não era mais passível
De cura.
Eufrosina
16 16UTC junho 16UTC 2009
Sentidos
Sua pele
Aroma desconhecido
Que embriaga
O meu sono
Textura macia
Que alimenta
As minhas cinzas
De fênix
Adormecida
Sua pele
Dragão
Incontido
Que passeia
Por corpos fugazes
Aquece outras línguas
Compartilhando em vão
Sua vida em fogo
Pacientemente
Espero pelo dia
Em que
Receosa e voraz
Experimentarei
As coincidências existentes
Entre o dragão que habita sobre a sua pele
E aquele que se esconde
Sob ela.
Eufrosina
5 05UTC junho 05UTC 2009
A revelação
Hoje descobri que nunca devo duvidar de minha intuição, e ainda que eu duvide, tenha a coragem de fechar os olhos e acompanhá-la, mesmo que seja para a escuridão.
Hoje meus sentimentos me trairam e aquela dor, minha velha conhecida, despertou cheia de fúria mandando um aviso para o meu coração: não ouse sonhar tão alto, o amor é apenas para os privilegiados.
Eufrosina
10 10UTC maio 10UTC 2009
..hoje
..lálálálá ralárilálá é uma canção. Uma canção que existe só para mim, misturada ao que existe dentro de mim. Vozes que passeiam no meu ouvido e eu nunca consigo entender o que dizem e nem meu coração. Aliás, esse não entende muita coisa já faz um tempo. Confuso, desconfiado, hoje em ritmos latinos..lálálálá ralárilálá..caliente…demente..quase contente. Há uma cobra jararaca feita de mim, escondida em algum lugar dentro de mim, me esperando para dá o bote. A canção deixa ela mansinha, deve rir sozinha do que canto. Eu também acho graça. Assim vamos inventando a vida, eu , meu coração e a jararaca de mim..lálálálá ralárilálá..
(Aglaia)
6 06UTC maio 06UTC 2009
Meu corpo é labirinto
Acariciado em suas mãos
Desatino
Minha loucura é remédio
Para a sua vida de tédio
Minha língua é fogo
Que ilumina o fundo do seu poço
Você é como esses versos
De rima pobre
E com aroma de clichê
Não gosto de rimas
Tão pouco de clichês
Eufrosina
1 01UTC maio 01UTC 2009
Ufa! Até que enfim consegui voltar ao fantástico mundo da blogosfera. Tinha esquecido minha senha e nome de usuário, ando muito distraída…”eu nem sinto meus pés no chão”
Bom, agora espero colocar os versos, as angústias, os devaneios e minha loucura em dia
Para este retorno compartilho com vocês um poema que foi feito a quatro mãos e que é muito importante pra mim…aiai.
Eu ainda lembro de nossos beijos e abraços
Dos olhares
Das luzes
E das cores ao nosso redor
Ainda lembro dos nossos encontros
Dos cheiros
Dos sons
Dos gritos
E dos sussurros
Lembranças já embaçadas
Pela neblina do quase esquecimento
No entanto só lembrar não basta
Tenho que me libertar
Das sobras do tempo que passou
E me calar diante do silêncio
Que a sua ausência me traz
Me entregar ao esquecimento
E morrer ou lutar… E viver
Denunciar nas minhas incontidas palavras, sinceras
Quão insano e real é o meu desejo
De poder tocá-la
Desejo que não é sombra
Mas pedras d’alma
Que carrego silenciosamente…
Se não tivesse que sofrer ou que chorar
Certamente não teria amor
E a loucura que vejo todo dia refletida,
distorcida no espelho
É minha platéia
Para quem eu quebro o silêncio
E grito alto
Que eu ainda amo!
Por Lenda e eu
Cabocla
Estava lendo o romance “O Missionário” e de repente desejei ser tua cabocla, fingindo inocente, cheirando a flor de laranjeira…
↓
Tália
14 14UTC abril 14UTC 2009
Hora de dormir

- Já te dei muita liberdade, menina! Está na hora de você dormir! – Disse firmemente para a criança que ainda existe em mim.
Tália
6 06UTC abril 06UTC 2009
..quase
.. folhas secas ficam pelo chão..em palavras e gritos..me revelam.Eu poderia ter ido embora..o que me prende?Pulsa lento o coração demasiado dolorido.Não há mais respostas..ficou tudo em silêncio constante..cortante..congelado em um canto qualquer.Minha cabeça gira..meu corpo gira..em aguda melancolia canto meu canto..adeus..adeus …giro me no ar..virando fumaça.Não quero a saudade.
(Aglaia)
4 04UTC abril 04UTC 2009
..paciência
“Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, um atalho. O maior possível”
(Martha Medeiros)
.. paciência para tudo isso e ainda…para dizer não..adeus..não vou..muitas vezes impaciente me lanço e quebro o coração..
(Aglaia)
3 03UTC abril 03UTC 2009
A Dor e a Insustententável Leveza do Ser.
Eu gosto de livros que me tirem o sossego – que me façam sofrer para o bem ou para mal – e que depois de lidos fiquem em mim como suor, perfume, marcas de sol…
O livro A Insustentável Leveza do Ser me deixou grandes cicatrizes, volta e meia elas ficam mais visíveis e doem que é uma beleza, mas não me importo, porque às vezes a dor necessária.
“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida”.
A Insustentável Leveza do Ser. Milan Kundera.
Eufrosina
31 31UTC março 31UTC 2009
..de tarde
Que dias ferozes! não tenho medo de encarar não suporto é ter que correr sem sair do lugar!Tantos ecos. Nada é suficiente.. nada é bom o suficiente?? Eu peco todo os dias..sim, e para quem tenho que pedir perdão? Queria mais alegria ao meu redor..meu oxigênio. Minha voz trovão só amedronta..então calo. Um dia vou explodir de tantos silêncios. Um dia vou evaporar de tantos desejos. Um dia..um dia. O amor não fica..o trabalho não fica..os sorrisos não ficam..os amigos/irmãos não ficam..o esmalte na unha não fica..onde eu fico? Do coração saem dobraduras de papel em formato de borboleta..me sento no raio de sol mais dourado e balanço minhas angústias.Deixo tudo pelo chão.
(Aglaia)
Se preciso fosse teria beijado escorpiões
Enfrentado o frio do deserto
E compartilhado com a sua boca
A última gota de água.
Eufrosina
30 30UTC março 30UTC 2009
Elisa Lucinda “A Fúria da Beleza” (ensaio)
28 28UTC março 28UTC 2009
..sentido
..um vazio morno..Pedaços no chão e colados nos olhos..Não te vejo mais..Fazemos suor frio quase calados..Caí no abismo da boca para ser sua…hoje há milhares de você dentro de mim..no peito..na carne..no pensamento..n0 ar..debaixo das unhas..nas horas..
(Aglaia)









